terça-feira, 1 de outubro de 2013

Médica de Lajes Pintadas Janicéia Simplício é destaque em midia social no município pela entrevista a Revista SeridóS/A




A médica Janicéia Lopes Simplício Lins de Lajes Pintadas, atualmente residente em Currais Novos concedeu uma entrevista à revista Seridó S/A, na qual fala sobre um pouco de sua profissão.

A Revista tem é uma publicação mensal e de distribuição gratuita cerca de 5 mil exemplares e  versão online. 

Ao receber a reportagem da SERIDÓ S/A para uma conversa sobre o exercício da sua profissão de psiquiatra, Janicéia Lopes Simplício Lins, graduada na Universidade Federal do Amazonas-UFAM- revelou ser a primeira médica na cidade onde nasceu, a pequena Lajes Pintadas, região do Trairi, RN. A escolha, decidida quando ainda era uma garota de apenas 12 anos, tem a ver com as histórias contadas pela avó materna Nazaré e sua tia Rita, ambas parteiras “curiosas” do lugar durante anos. Ao realizar o sonho de estudar Medicina e especializar-se em Psiquiatria, no Hospital Raul Soares, em Belo Horizonte, MG, ela passou a fazer parte de uma comunidade de profissionais que lidam com a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de portadores de transtornos mentais que vão da depressão à demência. Apaixonada pelo seu trabalho, Janicéia vê a Arterapia e a humanização no tratamento dos pacientes como formas de reinserção no convívio com suas famílias e a sociedade.

       Aliás, a preocupação da psiquiatra com a situação dos pacientes no seio de suas famílias é constante. Para a Dra. Janicéia Lopes Simplício Lins, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental, especialidade que auxilia os pacientes a aprenderam habilidades para resolveram problemas do seu dia-a-dia, os familiares são decisivos para a melhora na qualidade de vida dos portadores de transtornos mentais. A médica explica que as atitudes interferem no tratamento e que a família deve colaborar com as orientações do terapeuta. Ela lembra ainda que o médico tem que conhecer o histórico do paciente, dita por ele ou seus familiares numa consulta prévia para fechar um diagnóstico e indicar o tratamento. Ao fazer essa observação, Dra. Janicéia baseia-se no crescente número de pacientes que chegam ao consultório em crise vindos de “consultas” realizadas por charlatões espirituais que iludem a boa fé dos familiares, bem como a insistência para que prescreva medicamentos benzodiazepnícos, os chamados tarja preta.



      Nada contra o uso da medicação, ressalta a doutora.
O que não pode acontecer é o uso indiscriminado e a banalização da sua prescrição, havando casos que a família pede ao médico a revalidação da receita sem trazer o paciente para ser examinado. Normalmente, explica, o paciente necessita de uma ANAMNESE, espécie de entrevista realizada pelo psiquiatra ou psicólogo para estabelecer uma avaliação do estado clínico do indivíduo. Posteriormente gosta de solicitar exames complementares e estudos de imagens, investigando o paciente como um todo. Dra. Janicéia faz parte da nova geração de psiquiatras que acreditam no tratamento multidisciplinar dos pacientes e vê a medicação como um dos fatores necessários para a recuperação dos mesmos. Dra. Janicéia faz outra jornada de atendimento no CAPS-Centro de Atenção Psicossocial - em Currais No- vos e Parelhas, com tratamento para pessoas que sofrem de transtornos mentais, psicoses e neuroses graves e persistentes.
O CAPS é mantido pelo Sistema Único de Saúde-SUS.

       Por ter iniciado sua vida profissional em um PSF, em Silves, AM, Dra. Janicéia Simplício mantém uma relação especial com a instituição e acha que a concepção imaginada pelo SUS para o funcionamento do CAPS e do PSF é quase perfeita, mas, às vezes a gestão deixa a desejar. É nessa hora, precisando vencer as dificuldades, diz a experiente médica, que temos de mostrar conhecimento. Ele é que nos guia para termos um diagnóstico preciso. Daí, a sua participação em congressos no Brasil e até em outros países como o Congresso Internacional de Psiquiatria em Buenos Aires (2011), e participação anual nos Congressos Brasileiros de Psiquiatria: Rio de Janeiro (2011), Natal (2012) e de passagens compradas para o deste ano, que acontecerá na cidade de Curitiba, em outubro próximo. Sempre em busca de atualização, informações e conhecimento de novas técnicas, garantindo uma boa reciclagem profissional.




Janicéia Simplício é uma mulher forte. Sua determinação e autoconfiança lhe permitiram superar todas as dificuldades que teve de enfrentar para ser médica. A filha de funcionários públicos de Lajes Pintadas, João Simplício e Leodicéia, aprovada em três vestibulares em João Pessoa, Campina Grande e Natal (Enfermagem, Farmácia e Nutrição, que chegou a cursar por dois anos) foi conquistar a sua graduação em Medicina, no Amazonas. Em Manaus, além de graduar-se, ela começou a namorar Sueid Rusk Bezerra Lins, um curraisnovense, engenheiro mecânico que havia sido contratado pela HONDA, posteriormente seu marido e pai do seu filho Arthur. Ao terminar a faculdade, foi trabalhar no PSF de Silves/AM. De lá, em comum acordo com o Sueid, veio para São José do Seridó/RN, também para trabalhar no PSF. Em 2011 retornou a sua terra Natal, Lajes Pintadas para trabalhar no PSF, de onde saiu recentemente para se dedicar em tempo integral a Psiquiatria.
Iniciou sua carreira de psiquiatra na cidade de Lagoa Nova, onde atendeu por 2 anos os pacientes do Ambulatório daquela cidade. Nesse mesmo período trabalhou no CAPS de Santa Cruz. Registre-se que o marido, Sueid Rusk, sempre sonhou em voltar para Currais Novos onde também se posicionou profissionalmente com a S + Engenharia. Ambos fizeram uma longa e árdua caminhada para obterem o sucesso profissional na região do Seridó. Feliz de trabalhar atendendo os seridoenses, que sempre a acolheram muito bem, Janicéia Simplício comemora e agradece todas as suas vitórias. (Gerson Luiz)